10º escritório entra com ação contra Petrobras nos EUA
Publicado em 19/12/2014

Do G1, com informações do Valor OnLine
 

O escritório norte-americano de advocacia Levi & Korsisnky entrou com mais uma ação judicial coletiva contra a Petrobras em Nova York, acusando a companhia de falhar em impedir a corrupção em sua estrutura e ter superfaturado seus ativos no balanço. É o décimo processo do tipo contra a estatal nos Estados Unidos.

Agora cabe aos detentores de ADRs, que são recibos de ações negociados no mercado norte-americano, entrarem ou não com a ação contra a empresa com base nos processos já abertos. Os investidores que detinham posição entre maio de 2010 e novembro deste ano poderão participar.

Além do Levi & Korsisnky, outros nove escritórios tomaram a mesma decisão: Wolf Popper, Rosen Law Firm, Pomerantz Law Firm, Brower Piven, Khan Swick & Foti (KSF), Glancy Binkow & Goldberg, Bronstein Gewirtz & Grossman, Faruqi & Faruqi e Morgan & Morgan.

No dia 8 de dezembro, a Wolf Popper LLP anunciou que entrou com uma ação coletiva contra a Petrobras em um tribunal no distrito de Nova York, em nome de todos os investidores que compraram ações da empresa entre maio de 2010 e novembro de 2014.
 

Violação de normas
A acusação foi por violação das normas da Securities and Exchange Commission (SEC) – órgão que regula o mercado de capitais nos Estados Unidos e que, no Brasil, seria correspondente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Petrobras tem ações negociadas nos mercados de Nova York, o que justifica o interesse dos EUA nas denúncias.

Segundo a acusação, a Petrobras divulgou aos investidores informações enganosas, "desvirtuando fatos e não informando a cultura de corrupção na companhia que consistiu em um esquema multibilionário de suborno e lavagem de dinheiro" que acontece na empresa desde 2006.

Em novembro, a SEC já havia solicitado à Petrobras documentos relativos a uma investigação que o próprio órgão dos EUA está fazendo sobre a empresa brasileira.

Em comunicado divulgado na ocasião, a petroleira informou que os documentos seriam enviados "após um trabalho conjunto com o escritório nacional Trench, Rossi e Watanabe Advogados e com o norte-americano Gibson, Dunn & Crutcher, já contratados pela Petrobras para fazer uma investigação interna independente".

No dia 10 de novembro, o jornal britânico "Financial Times" informou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal contra a Petrobras por conta das denúncias de corrupção na companhia.

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