Inflação de baixa renda acumula alta de 6,15% em 12 meses, diz FGV
Publicado em 15/12/2014

O preço da batata-inglesa e da conta de luz subiu e pressionou a inflação para os consumidores de baixa renda. O índice apresentou variação de 0,56% em novembro.
Pesaram também na variação do índice no mês passado o aluguel residencial e a gasolina.

Em 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) acumula alta de 6,15%, próxima ao teto da meta de inflação do Banco Central, que é de 6,5%. No ano, o indicador tem alta de 5,56%.

O indicador, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira (12), mede a inflação para os consumidores de menor renda familiar, que ganham até 2,5 salários mínimos.

Metade dos grupos de despesa mostrou alta dos preços, com destaque para alimentação (0,43% para 0,76%). Em habitação, a taxa passou de 0,55% para 0,76%, em educação, leitura e recreação, de 0,38% para 1%, e despesas diversas, de 0,13% para 0,20%.

Nesses grupos, os destaques partiram dos itens: hortaliças e legumes (0,93% para 13,04%), tarifa de eletricidade residencial (-0,22% para 2,81%), passagem aérea (-8,18% para 20,61%) e alimentos para animais domésticos (0,38% para 1,24%), respectivamente.

Preços subindo menos
Na contramão, ficaram menores as variações dos preços relativos a saúde e cuidados pessoais (0,57% para 0,22%), vestuário (0,96% para 0,41%), transportes (0,12% para 0,08%) e comunicação (0,31% para 0,27%).

Nessas classes de despesa, os destaques ficaram com artigos de higiene e cuidado pessoal (0,87% para -0,19%), roupas (0,91% para 0,22%), tarifa de ônibus urbano (0,05% para -0,48%) e tarifa de telefone residencial (0,11% para 0,00%), respectivamente.

A taxa para a baixa renda ficou abaixo da registrada para o conjunto da população, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que ficou em 0,65% em novembro. Em 12 meses, o IPC-C1 também ficou abaixo do IPC-BR (6,81).

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