Genéricos são em média 57,37% mais baratos em SP, diz Procon
Publicado em 22/09/2014

Pesquisa da Fundação Procon-SP mostra que os medicamentos genéricos são em média 57,37% mais baratos do que os de referência na cidade de São Paulo.

O levantamento identificou diferença de até 875,84% nos preços de um mesmo medicamento genérico nas farmácias. O medicamento Nimesulida, 100 mg, 12 comprimidos, por exemplo, custava R$ 1,78 em um estabelecimento e em outro, R$ 17,37.

Quanto aos de referência, a maior diferença encontrada foi de 280,06%. O Amoxil (Amoxicilina), da Glaxosmithkline, 500 mg, 21 cápsulas, foi encontrado em um estabelecimento da capital paulista pelo preço de R$ 15,50 e em outro, por R$ 58,91.

A pesquisa, realizada em agosto, envolveu 15 drogarias, distribuídas pelas cinco regiões do município de São Paulo, onde foram pesquisados 56 medicamentos, sendo 28 de referência e 28 genéricos. Clique aqui para ver a pesquisa completa

Segundo a diretora de estudos e pesquisas do Procon-SP, Valéria Garcia, na comparação entre preços de medicamentos de referência e genéricos, observa-se que a diferença é grande e os medicamentos genéricos são, em geral, mais baratos. “Mas é bom lembrar que um genérico de um mesmo laboratório também pode apresentar preços diferentes entre as drogarias. Logo, é essencial a pesquisa de preços sempre aliada à recomendação e prescrição médica”, diz.

Interior de SP
No interior paulista, São José dos Campos foi a cidade onde os preços variaram mais: a maior diferença encontrada nos genéricos foi de 881,38%, e de 300,06% para remédios de referência.

O levantamento foi feito em AraçatubaBauruCaçapavaCampinasGuarujáJacareí,Presidente PrudenteRibeirão PretoSantosSão VicenteSão José dos CamposSão José do Rio Preto e SorocabaClique na cidade para ver a pesquisa completa.

Recomendações
De acordo com o Procon-SP, vários fatores são determinantes de preço, como aplicação de descontos que varia de acordo com as condições locais de mercado, rentabilidade da loja, condições comerciais de compra;  políticas comerciais diferentes para cada canal de venda (loja física, telefone e loja virtual); redes regidas pelo sistema de franquia, no qual não há uma política única de preços entre os franqueados.

O Procon recomenda que o consumidor faça uma criteriosa pesquisa de preço consultando  a lista de Preços Máximos (PMC) dos medicamentos, disponível no site da Anvisa (www.anvisa.gov.br). A consulta também poderá ser efetuada nas listas de preços que
devem estar disponíveis ao consumidor nas unidades do comércio varejista, ou seja, nas
farmácias e drogarias.

"Munido dessa informação o consumidor deve comparar os preços dos medicamentos
entre os diversos estabelecimentos, como também os da própria rede, já que podem
variar significativamente."

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