Patrocinadora de seleções na final, Adidas supera Nike na Copa
Publicado em 14/07/2014

Da Reuters
Agora que duas das seleções que patrocina estão na final da Copa do Mundo, a alemã Adidas declarou vitória sobre a rival norte-americana Nike no mais recente round da batalha pelo posto de maior marca do mundo do futebol.

As duas empresas dominam a indústria de acessórios do esporte, que arrecada mais de R$ 5 bilhões por ano, e dividem mais de 80% do mercado de muitos produtos, mas a Nike vem ameaçando a liderança da Adidas, até mesmo na Europa ocidental, seu território por excelência.

Embora a Adidas forneça a bola do Mundial desde 1970, pela primeira vez foi a Nike que vestiu mais equipes no torneio do Brasil – 10 de 32 seleções, incluindo o time da casa, comparados aos nove da Adidas.

Mas a marca das três listras irá mandar no gramado no domingo, já que pela primeira vez desde 1990 é a fornecedora dos uniformes das duas finalistas e também das chuteiras de muitos de seus astros, além dos uniformes dos árbitros e da bola.

"A Adidas será a marca mais visível na final da Copa do Mundo", disse o executivo-chefe Herbert Hainer, que previu uma final Alemanha-Argentina muito antes de os dois times derrotarem o Brasil e a Holanda, patrocinados pela Nike, nas semifinais.

“Mais uma vez, estamos sublinhando nossa posição como maior marca mundial do futebol. Globalmente, a Adidas é a número um com folga no futebol”, acrescentou.
 

Vendas recordes
Só não está claro quanto tempo isso dura. A Adidas espera vendas recordes de R$ 2,7 bilhões oriundas do futebol em 2014, superando os R$ 2,3 bilhões que a Nike declarou para seu ano fiscal, concluído em maio – mas, embora os períodos não sejam diretamente comparáveis, a Nike insinuou que pode ultrapassar as cifras da Adidas em seu ano fiscal 2014/15.

Apesar de nenhum time da Nike ter chegado à final, a empresa norte-americana, que só se tornou uma potência no futebol depois da Copa de 1994 sediada em seu país, já superou a Adidas nas vendas de chuteiras na maioria dos países.

A Nike ainda prevê um novo aumento de 21% nas vendas de produtos ligados ao futebol em seu atual ano fiscal, repetindo os números de 2013-14, segundo seu executivo-chefe, Mark Parker.

“Os Estados Unidos, em especial, têm um grande potencial, e na China há enormes oportunidades de crescimento”, disse Parker ao jornal alemão Handelsblatt em entrevista publicada na quarta-feira.

A Adidas, cujo patrocínio em cada Copa custa estimados US$ 100 milhões, prevê um “aumento modesto” em vendas e custos de marketing em 2014 devido à competição, sem fornecer números.

A Nike afirmou que os gastos totais com marketing foram de US$ 876 milhões até maio, um aumento de 36%, sobretudo por conta da Copa, e um executivo prevê outro aumento de 30% no atual trimestre.

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