Educação sobe forte e custo de vida em SP tem maior alta desde 2003
Publicado em 11/02/2014

Viver na cidade de São Paulo ficou 1,95% mais caro em janeiro, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (10) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A taxa é a maior desde janeiro de 2003, quando ficou em 2,92%.

A alta do Índice de Custo de Vida (ICV) foi puxada pelos preços de educação e leitura, que subiram 7,63%, em média, no mês, resultado dos reajustes das mensalidades escolares. Dentro do grupo, houve altas superiores a 10% em educação infantil e ensino fundamental. No ensino médio, a alta foi de 9,38%, e no universitário, de 8,11%. Já os livros didáticos ficaram 7,68% mais caros.

Em 12 meses, o ICV acumula alta de 6,23%.

Grupos
Também contribuíram para a alta do ICV em janeiro os grupos habitação (1,94%), alimentação (1,38%) e despesas pessoais (6,68%)

Dentro de habitação, os serviços domésticos tiveram destaque, com alta de 7,12%. Houve alta significativa também nos gastos com condomínio (4,21%) e água (3,13%).

Entre os alimentos, as hortaliças ficaram 7,03% mais caras, enquanto o preço das frutas subiu, em média, 4,06%. Entre as carnes, a alta média foi de 3,41%.

Em despesas pessoais, a alta dos cigarros, de 12,57%, pesou no indicador. Os cigarros foram reajustados em janeiro pelo segundo ano consecutivo.

Entre os subgrupos da saúde (0,83%), houve aumento na assistência médica (0,96%) - principalmente pelas elevações ocorridas nas consultas médicas (2,56%) e nos seguros e convênios (0,59%).

Já o grupo transporte teve alta de 0,54%, puxada pela alta de 0,5% nos combustíveis.

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