Crédito bancário avança 3,1% até julho, para R$ 3,11 trilhões
Publicado em 26/08/2015

O crédito ofertado pelos bancos avançou 0,3% em julho deste ano, para R$ 3,11 trilhões, informou o Banco Central. No acumulado dos sete primeiros meses de 2015, o aumento foi de 3,1% e, em doze meses até julho, de 9,9%.

Na proporção com o Produto Interno Bruto (PIB), o volume de julho somou 54,5%. "As carteiras destinadas a pessoas físicas e jurídicas totalizaram R$ 1,46 trilhão e R$1,64 trilhão, respectivamente, com aumentos mensais de 0,4% e 0,3%, na ordem', acrescentou o BC.

Analistas têm avaliado que o crédito bancário tem se ressentido, neste ano, do baixo ritmo de atividade econômica e, também, do processo de aumento dos juros bancários - que têm atingido patamares historicamente elevados.

Para todo este ano, a projeção do Banco Central é de que o crédito dos bancos suba 9%. Com isso, desacelerar pelo quinto ano consecutivo. Se confirmado, será o menor ritmo de expansão desde o início da série histórica do BC para o indicador, em 2008, e, também, a primeira vez que a expansão será menor do que 10%. O BC não divulga dados, na série histórica, de anos anteriores a 2008.

Crédito livre X direcionado
Ainda de acordo com a autoridade monetária, a carteira com recursos livres (sem contar operações habitacionais, do BNDES e rurais) somou R$ 1,59 trilhão em julho, apresentando estabilidade no mês e aumento de 5,2% em doze meses. No acumulado deste ano, a alta foi de somente 1,1% no crédito livres.

No mês, o saldo das operações com pessoas físicas, saldo de R$ 794 bilhões, cresceu 0,4%, com ênfase no crédito consignado e nas operações com cartão de crédito à vista. Em sentido inverso, a carteira das pessoas jurídicas registrou declínio de 0,5%, ao totalizar R$ 801 bilhões, destacando-se as retrações em capital de giro e desconto de duplicatas.

O crédito com recursos direcionados (rural, BNDES e habitacional) atingiu R$ 1,51 trilhão em julho, com aumentos de 0,8% no mês e 15,3% em doze meses.

"No segmento de famílias, o saldo aumentou 0,4%, para R$675 bilhões, com destaque para o crédito imobiliário. Nas contratações das empresas, o saldo alcançou R$841 bilhões (+1%), influenciado, em parte, pelo efeito da variação cambial nos financiamentos para investimentos do BNDES", acrescentou o Banco Central.

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